Gunnarsson recoloca a Islândia no mapa
Com três vitórias e três derrotas na terceira posição do Grupo E das eliminatórias europeias para o Brasil 2014, a equipe islandesa tem plenas condições de conseguir pelo menos uma vaga nas repescagens. No momento, possui cinco pontos a menos que a líder Suíça e está a apenas um da não menos surpreendente Albânia, que jogará em Reykjavik na próxima terça-feira. Mas, para além da matemática, os nórdicos contam com um grupo de atletas promissores, a exemplo do meio-campista do Cardiff e capitão da seleção Aron Gunnarsson.
"Enquanto a chance existir, faremos de tudo para aproveitá-la", resumiu Gunnarsson em entrevista ao FIFA.com. "Tivemos atuações irregulares desde o começo das eliminatórias e agora não há mais margem de erro. A classificação promete ser muito difícil de conseguir, mas estou olhando mais longe, pois o nosso elenco é formado por jogadores bastante jovens. A equipe tem futuro."
Ao lado do jogador de 24 anos, a nova geração do futebol islandês ostenta nomes como Kolbeinn Sigþórsson, atacante de 23 anos do Ajax, e Gylfi Sigurðsson, meia de mesma idade que atua pelo Tottenham, os quais ajudaram a Islândia a se classificar para o Campeonato Europeu Sub-21 em 2011. Mas, se o país renasceu das cinzas, foi também graças ao técnico sueco Lars Lagerbäck, que assumiu o comando da equipe em outubro de 2011. "Ele soube compartilhar a sua experiência conosco e trouxe uma nova filosofia de jogo", diz Gunnarsson sobre o treinador que esteve presente nas últimas três edições da Copa do Mundo da FIFA. "Ele nos deu confiança e conseguiu fazer com que nos conscientizássemos do enorme potencial que tínhamos, apesar de sermos um país pequeno."
Portanto, não chega a provocar espanto saber que Lagerbäck visa os três pontos na partida contra a Suíça, que será disputada nesta sexta-feira em Berna. "O objetivo é ganhar", anunciou o treinador. "Talvez consigamos surpreender os suíços. No jogo na Islândia, Aron Gunnarssonestava suspenso e Kolbeinn Sigthorsson lesionado. Não é um insulto aos demais dizer que o grupo perde em qualidade quando um ou vários dos nossos jogadores experientes são desfalque", argumenta.
A ascensão de Gunnarsson
Paradoxalmente, mesmo tendo disputado 34 partidas com o uniforme nacional, Gunnarsson possui uma experiência modesta jogando por clubes de alto nível. Afinal, ele participou de apenas três jogos na primeira divisão em cinco temporadas passadas na Terra da Rainha, primeiro no Coventry e agora no Cardiff. "Já faz um tempo que estou na Inglaterra e jogar na Premier League era um sonho que eu perseguia", explica o volante. "É o melhor campeonato do mundo. Trabalhei duro, e alcançar esse objetivo, ainda mais com um time que me é tão querido, é algo formidável."
Paradoxalmente, mesmo tendo disputado 34 partidas com o uniforme nacional, Gunnarsson possui uma experiência modesta jogando por clubes de alto nível. Afinal, ele participou de apenas três jogos na primeira divisão em cinco temporadas passadas na Terra da Rainha, primeiro no Coventry e agora no Cardiff. "Já faz um tempo que estou na Inglaterra e jogar na Premier League era um sonho que eu perseguia", explica o volante. "É o melhor campeonato do mundo. Trabalhei duro, e alcançar esse objetivo, ainda mais com um time que me é tão querido, é algo formidável."
Para incrementar ainda mais a felicidade do islandês, Gunnarsson também foi o autor do primeiro gol da história do Cardiff no Campeonato Inglês, por ocasião da vitória de 3 a 2 sobre o Manchester City na rodada de abertura. "Claro que foi bacana, mas, no fim, a única coisa que importa são os três pontos", admite ele, que marcou 14 gols em duas temporadas na equipe da capital galesa, embora ainda esteja por balançar as redes pela seleção. "Vai acontecer quando tiver de acontecer, sem pressão. Para desencargo meu, jogo em outra posição na seleção", completa o jogador, que também pode atuar como lateral direito.
Versátil, ambicioso, maduro, Gunnarsson foi escolhido para capitanear o selecionado. E não é difícil entender por que Lagerbäck se decidiu pelo camisa 17, apesar da presença de atletas mais velhos como Helgi Valur Daníelsson ou Eiður Smári Guðjohnsen, ambos na casa dos 30. "Herdei a braçadeira porque o técnico dispõe de uma equipe jovem e eu também sou novo, apesar dos mais de 30 jogos pela seleção", analisa. "É uma honra para mim, e espero dar o melhor exemplo possível."
Quanto à vaga no Mundial brasileiro, porém, o capitão mantém a humildade. "Não sinto que as pessoas na Islândia realmente esperem de nós a classificação", avalia. "Somos um país pequeno, de apenas 320 mil habitantes, e precisamos ser realistas. O torcedor islandês espera que joguemos bem, que a gente se doe ao máximo e trabalhe duro." Independentemente do que acontecer na sequência das eliminatórias, de uma coisa a torcida pode ter certeza: com Gunnarsson, a gelada Islândia voltou a incendiar o torneio classificatório na Europa.
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