sábado, 31 de agosto de 2013

Umaña: "Agora vem o mais importante"

Umaña: "Agora vem o mais importante"
Participante da Copa do Mundo da FIFA em 2002 e 2006, a Costa Rica colocou mãos à obra para demonstrar que o fracasso nas eliminatórias para 2010 havia sido mero acidente. Os costa-riquenhos traçaram um projeto futebolístico cujo ambicioso objetivo é marcar presença no Brasil 2014.
Até o momento, tudo está conforme o planejamento, pois o país ocupa a segunda posição no hexagonal final do torneio classificatório da América do Norte, América Central e Caribe. O maior destaque da campanha é a defesa, que sofreu apenas três gols em seis jogos. Um dos jogadores fundamentais para esse desempenho defensivo é Michael Umaña.
Com a mesma qualidade e polivalência com a qual atua como zagueiro ou volante, o atleta de 32 anos conversou em exclusividade com o FIFA.com antes do início da reta final das eliminatórias. 
Seriedade e esforço
"Trabalho", enfatiza Umaña várias vezes ao explicar o bom momento da equipe. "Com sacrifício e entrega, estamos fazendo um trabalho bastante forte durante as eliminatórias. Temos consciência do que representa este processo rumo ao Mundial, e o grupo está unido e comprometido com a causa."
A qualidade não fica restrita à defesa, pois os costa-riquenhos vêm conseguindo concretizar com alta eficácia as oportunidades geradas no ataque. "Não é só a defesa, é toda a equipe, toda a engrenagem está funcionando", acrescenta o futebolista, que disputou os três jogos da Costa Rica na Alemanha 2006. "Temos grandes jogadores do meio para a frente e também uma sólida base atrás. Não é só o setor ofensivo que ataca, e não é só a defesa que detém os adversários."
"Conseguimos formar uma base", continua Umaña, que totaliza 21 encontros pelas eliminatórias na sua carreira. "Somos um grupo de jogadores que sempre que nos vemos aproveitamos todo o tempo possível para seguir crescendo juntos. Com isso, ao longo do tempo fomos nos conhecendo melhor, e isso se vê em campo. Manter a concentração vem sendo um dos principais fatores. A salutar concorrência interna e as qualidades específicas de cada jogador também resultam em uma equipe sólida."
Um problema que se chama Donovan Com o retorno em alto nível de Landon Donovan à seleção dos EUA, a força defensiva costa-riquenha será colocada à prova no próximo 6 de setembro. "Todos nós conhecemos o Donovan", analisa. "Sabemos da qualidade dele. Antes de tudo, é uma grande pessoa. É daí que vem o talento dele no terreno de jogo: é inteligente, sabe se movimentar, aproveitar os espaços, quando fazer uma pausa ou mudar de ritmo. É um jogador que pode fazer a diferença em qualquer parte do campo."
Responsável por marcar Donovan, Umaña acredita que na Costa Rica o americano não encontrará um ambiente propício para demonstrar o seu talento. "Acho que aqui ele vai ter um jogo muito difícil, pois temos jogadores bastante fortes nessa área e com qualidades para neutralizá-lo", completa o jogador do Saprissa, o quinto clube que ele defende no seu país.
No entanto, os Estados Unidos não são apenas Landon Donovan, e o objetivo costa-riquenho é ganhar três pontos vitais para dar um passo a mais rumo ao Mundial. "Estamos conscientes de que podemos ganhar. Temos de ser otimistas e estamos muito convictos de que podemos obter o resultado tão importante para nós. Sabemos que em eliminatórias ninguém dá nada de presente. O encontro será muito emocionante."
O panorama é alentador para a Costa Rica. Um objetivo fundamentado no esforço coletivo, na qualidade individual e no trabalho tático está perto de ser atingido, e todos darão o melhor de si. "Agora vem o mais importante", afirma Umaña. "Ainda há um caminho pela frente, e não podemos imaginar que já ganhamos alguma coisa. Mas, se continuarmos como estamos, tenho certeza de que vamos poder conseguir o objetivo final. Temos o que é necessário para ir ao Brasil." 

0 comentários:

Postar um comentário