Panamá sem margem de erro
Semifinal da Copa Ouro 2013 entre Panamá e México. Aos 15 minutos do segundo tempo de uma partida equilibrada, os panamenhos têm uma rara oportunidade para tirar a igualdade do placar. Blas Pérez cobra escanteio para a área e tudo parece indicar que Joel Huiqui, zagueiro mexicano, vai afastar a bola. No entanto, o capitão Román Torres aparece de surpresa por trás e se antecipa para marcar o gol que dá ao Panamá a vaga na decisão do torneio.
"Senti uma alegria enorme", confessou o zagueiro de 27 anos em entrevista exclusiva ao FIFA.com. "Ninguém apostava que o Panamá chegaria à final, mas graças aos nosso esforços conseguimos realizar esse feito tão importante", completou. Aquela vitória foi a justa confirmação de que a campanha até as semifinais não havia sido fruto do acaso, mas de um sério projeto de trabalho.
"Foi algo muito significativo para todos nós", continuou Torres. "Tínhamos em mente que poderíamos ser campeões, mas no final não deu certo. Sabíamos que não seria fácil, que os EUA tinham muita qualidade e uma excelente postura tática em campo. Apesar de tudo, fiquei feliz, porque a seleção deu o melhor de si e provou que podia chegar até o último jogo."
Reta final nas eliminatórias
Além de ter voltado a disputar a final da mais importante competição da CONCACAF e de ter vencido o México pela primeira vez na história, o Panamá saiu do torneio com o moral elevado. E agora os jogadores querem aproveitar o embalo para conquistar outro objetivo: a classificação inédita para a Copa do Mundo da FIFA.
Além de ter voltado a disputar a final da mais importante competição da CONCACAF e de ter vencido o México pela primeira vez na história, o Panamá saiu do torneio com o moral elevado. E agora os jogadores querem aproveitar o embalo para conquistar outro objetivo: a classificação inédita para a Copa do Mundo da FIFA.
"Essa Copa Ouro foi a melhor coisa que nos poderia ter acontecido", analisou o jogador do Millonarios da Colômbia. "Ter chegado à final, jogado como jogamos, sido uma seleção unida e muito concentrada... Tudo isso nos motiva para o que temos pela frente nas eliminatórias."
A começar pela Jamaica, adversária do próximo dia 6 de setembro. Para Román Torres, toda atenção é pouca e "concentração" é a palavra de ordem. "Sabemos que a Jamaica está na lanterna, mas trata-se de uma equipe muito perigosa, contra a qual não podemos baixar a guarda. Precisamos estar concentrados e organizados, aproveitar as oportunidades e fazer as coisas como temos feito."
"Nós nos preparamos muito bem", acrescentou. "Sabemos que é preciso muita comunicação na defesa para evitar falhas, que a esta altura das eliminatórias não se podem cometer. Não há margem para erro, tanto física quanto mentalmente."
Quatro dias depois, o Panamá tem uma partida crucial contra Honduras. Com sete pontos somados, os hondurenhos ocupam a posição que lhes dá o direito de disputar a repescagem intercontinental. Um ponto abaixo, os panamenhos esperam destroná-los dessa colocação. "Honduras vem jogando bem", observou Torres com os pés no chão. "Será um jogo bastante complicado, diante de um adversário muito difícil. Mas a seleção vem fazendo tudo certinho. Somos um grupo concentrado, compacto, que não se dá por vencido. Esperamos fazer uma boa partida e conquistar um resultado positivo."
Resta esperar por setembro e outubro, dois meses decisivos para as ambições do Panamá de estar no Brasil 2014. "Queremos chegar à Copa do Mundo", avisou o zagueiro. "Mas para isso precisamos continuar concentrados. Todos os companheiros e o povo panamenho estão esperançosos. Vamos seguir com a mesma humildade da Copa Ouro. Seria a realização de um sonho antigo e um feito histórico para o nosso país", finalizou.
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