Novato Sassuolo quer ficar na elite
A surpresa deste ano na Itália é o Sassuolo, clube que chega à elite do campeonato nacional pela primeira vez desde a sua fundação, em 1922, levando o nome da pequena cidade de 41 mil habitantes, a menor jamais representada na Série A.
O time da região de Modena, na Emilia-Romagna, uma das mais ricas do país, conquistou a promoção ao vencer o campeonato da segunda divisão com 51 pontos, somados após suas 16 vitórias, três empates e apenas três derrotas. Com o melhor ataque (46 gols marcados) e a melhor defesa (15 gols sofridos) da temporada, o Sassuolo fez uma campanha imbatível e nenhum adversário conseguiu impedir que o sonho finalmente se realizasse.
A pacata vida do clube, que costuma se desenrolar à sombra da escuderia Ferrari, sofreu uma grande reviravolta com o rebaixamento para a quinta divisão, em 2004. "Na época me ofereceram a equipe por 35 mil euros, mas a minha ligação com ela era apenas o dever de reconhecimento a um time que joga no território da minha empresa", diz Giorgio Squinzi, proprietário do Sassuolo e presidente da poderosa Confederação Geral da Indústria Italiana, entidade que representa 116 mil empresas emilhares de trabalhadores.
"A nossa empresa já tinha um elo com o mundo do esporte graças à parceria com o ciclismo de 1993 a 2002", detalha Squinzi, cuja equipe — a Mapei — era uma das mais fortes na década de 1990. "Quando assumimos o clube, queríamos acima de tudo adotar uma abordagem profissional. Levamos tempo, sem saltar etapas, dando um passo após o outro e implementando um projeto que nos possibilitasse chegar à Série B em quatro acessos", explica o dirigente, que não esconde ser torcedor do Milan desde menino e admite não pretender "virar a casaca". Mas ele promete "acompanhar com justiça" o duelo com o Milan — e com muita paixão as partidas contra Juventus e Internazionale. "O meu sonho é derrotar a Inter no Giuseppe Meazza", diverte-se.
Pequeno estádio e grandes ambições
Sassuolo possui uma renomada escola de treinadores, por onde passou por exemplo Massimiliano Allegri, atual comandante do Milan. Já o técnico responsável pelo acesso da modesta equipe à Série A foi Eusebio di Francesco, ex-meio-campista de 43 anos com passagens pela seleção italiana e pela Roma. Após a façanha, o contrato dele foi prorrogado por dois anos. No entanto, nada de gastar somas consideráveis para encarar o desafio da primeira divisão.
Sassuolo possui uma renomada escola de treinadores, por onde passou por exemplo Massimiliano Allegri, atual comandante do Milan. Já o técnico responsável pelo acesso da modesta equipe à Série A foi Eusebio di Francesco, ex-meio-campista de 43 anos com passagens pela seleção italiana e pela Roma. Após a façanha, o contrato dele foi prorrogado por dois anos. No entanto, nada de gastar somas consideráveis para encarar o desafio da primeira divisão.
Di Francesco apostou em jogadores ambiciosos em busca de confirmação, ritmo de jogo ou exposição. Entre eles estão o meia da seleção eslovena Jasmin Kurtic, de 25 anos, contratado junto ao Palermo; o promissor atacante italiano Simone Zaza, 22, em copropriedade com a Juventus; uma das revelações do futebol romeno Marius Alexe, 23, apresentado como o sucessor de Adrian Mutu; o goleiro do Napoli Antonio Rosati, de 30 anos e 1,95 m de altura, e o zagueiro suíço Jonathan Rossini, de 24 anos. Outros destaques são o brasileiro Diego da Silva, atacante de 23 anos emprestado pelo Chievo e que marcou dez gols na última temporada, e o jovem português Aladje, que brilhou durante a Copa do Mundo Sub-20 da FIFA Turquia 2013.
Como o estádio do Sassuolo conta com apenas quatro mil lugares e o município não tem intenção de investir numa nova arena, o clube mandará os seus jogos no Giglio de Reggio Emilia, que acomoda 30 mil espectadores e poderá ser adquirido por três milhões de euros, já que se encontra em recuperação judicial.
As partidas da pré-temporada comprovaram que as engrenagens estão progressivamente entrando nos eixos e que os Neroverdi, como são carinhosamente chamados os jogadores do Sassuolo, ainda possuem uma grande margem de progressão, muito embora o objetivo estabelecido por Squinzi para a temporada de estreia na Série A seja "manter com tranquilidade o nosso lugar na elite". Aliás, a conquista do Troféu Tim, disputado no final de julho, leva a crer que o clube será mais que mero protagonista e poderá inclusive perseguir outros sonhos. Afinal, os adversários no prestigiado torneio amistoso eram ninguém menos que Juventus e Milan...
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