Muntari: "Terminar em grande estilo"
A apenas uma rodada do encerramento da fase de grupos das eliminatórias africanas para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, Gana só precisa de um ponto para garantir presença na reta final do torneio. Contudo, quem estará no caminho dos Estrelas Negras no jogo do próximo dia 6 de setembro é a Zâmbia, campeã continental de 2012 que, depois do seu primeiro título africano, agora ambiciona conquistar a vaga inédita no Mundial.
A badalada seleção vem dando trabalho aos ganeses no Grupo D, mas o experiente meio-campista Sulley Muntari disse ao FIFA.com que os zambianos não atrapalharão os planos de participar do evento mais prestigiado do futebol pela terceira vez. Com dois gols marcados nas sete partidas que disputou nas edições da Alemanha 2006 e da África do Sul 2010, Muntari também espera chegar logo ao terceiro, façanha com que muitos jogadores só podem sonhar.
"Queremos ir ao Brasil e estamos concentrados nas eliminatórias, comprometidos com esse objetivo", comentou o meia do Milan, que esteve em todas as partidas da campanha ganesa até o momento, inclusive na derrota de 1 a 0 diante da Zâmbia em junho do ano passado. "Estamos preparados para eles desta vez. Será um jogo difícil e faremos o nosso melhor para vencer. Estamos na liderança da chave, mais perto do Brasil e queremos terminar em grande estilo."
Os ganeses tiraram os zambianos do topo do Grupo D graças aos nove pontos conquistados contra Sudão e Lesoto, mas a vantagem de apenas um ponto não tranquiliza o nervosismo ligado ao retrospecto recente frente ao país do sul da África. A Zâmbia conquistou duas vitórias surpreendentes sobre Gana no ano passado, uma na semifinal da Copa Africana de Nações 2012 e a outra na segunda rodada das eliminatórias para o Brasil 2014.
Muntari esteve em campo em ambas as oportunidades e insiste que, desta vez, os Estrelas Negras têm plenas condições de conseguirem mais do que um empate jogando em casa. "Eles nos causaram problemas durante muito tempo, nos tiraram o sono, mas estamos prontos para eles e queremos ganhar grande desta vez", garante o jogador de 28 anos. "Estamos preparados para deixar o torcedor ganês sorridente em Kumasi."
De bad boy a líderNa opinião do ex-atleta de Udinese, Portsmouth e Inter de Milão, Gana deve recuperar o seu melhor futebol com os possíveis retornos de Michael Essien, Kevin Prince Boateng e dos irmãos Andre e Jordan Ayew à seleção, após uma série de exílios voluntários. "Andre e Jordan estão voltando, e Boateng também. Tomara que Essien também volte, porque seria sensacional", avalia Muntari.
Ao contrário dos irmãos Ayew, que perderam os confrontos fora de casa contra Sudão e Lesoto em junho, Boateng e Essien ainda não participaram das eliminatórias para o Brasil 2014. Na ausência dos grandes nomes, Muntari ganhou espaço e colocou a sua ampla experiência a serviço da equipe. Com 80 jogos disputados em mais de 11 anos com a camisa ganesa, ele ajudou o país a chegar à final da Copa do Mundo Sub-20 da FIFA em 2001 e conquistou o Campeonato Italiano duas vezes, além de uma UEFA Champions League e um Mundial de Clubes com a Internazionale.
Em 2012, Muntari provocou surpresa ao se transferir para o arquirrival Milan. Após duas sólidas temporadas, agora ele espera quebrar o seu jejum de troféus com o time sete vezes campeão europeu. "O Milan é uma família incrível e unida", diz o africano. "A última temporada foi ótima, e espero que possamos fazer ainda melhor este ano." Vale lembrar que a equipe rossonera terminou na terceira colocação do campeonato nacional e chegou às oitavas de final da Liga dos Campeões.
Muntari costuma ser apontado como uma espécie de rebelde do futebol ganês por suas reações explosivas dentro das quatro linhas, e já foi bastante criticado na imprensa local por controvérsias com árbitros e oficiais. Embora assegure que o seu comportamento nunca foi melhor, ele voltou a ser notícia ao demonstrar desagrado com a sua substituição na partida contra o Lesoto em Maseru, suscitando a reprovação do público. "Se você for substituído quando não espera, é claro que vai reagir", pondera. "Mas isso é passado, e já expliquei as minhas reações ao treinador. Disse a ele como me senti naquela hora. Nunca tive a intenção de desrespeitá-lo."
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