Mawejje quer mandar um recado ao mundo
O meio-campista Tonny Mawejje tem sido presença constante na campanha de Uganda nas eliminatórias para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Mais que isso, o jogador do IBV, da primeira divisão islandesa, também vem sendo decisivo. Ele marcou dois gols nos jogos que o país disputou em junho, garantindo seis pontos importantíssimos na briga pela única vaga da chave na fase decisiva das eliminatórias africanas. Depois de marcar o gol solitário da vitória sobre a Libéria, ele arrancou uma virada para 2 a 1 diante de Angola balançando as redes aos 44 minutos do segundo tempo.
Os dois triunfos em casa mantiveram os ugandenses na briga pela liderança do Grupo J, com um ponto a menos que o favorito Senegal. Agora, eles enfrentarão os senegaleses no derradeiro compromisso da chave sabendo que dependem apenas de si para avançar à reta final do torneio preliminar. "O sentimento na equipe é de muita motivação, e todos estão ansiosos pela partida", comentou o volante de 26 anos, que participou das eliminatórias para os últimos três Mundiais. "É uma chance para mandarmos ao mundo o recado de que existe talento em Uganda."
Para fazer história
Apesar de a seleção ter somado apenas dois pontos nas três primeiras rodadas, desempenho que provocou uma mudança de técnico, Mawejje diz que a equipe não se surpreende com a possibilidade de estar entre os vencedores dos dez grupos, que se enfrentam na fase final das eliminatórias regionais. "Disputamos todos os jogos acreditando que podemos ganhar", diz Mawajje. "Estamos na chave para vencer, e acreditamos que um dia vamos nos classificar para a Copa do Mundo."
Apesar de a seleção ter somado apenas dois pontos nas três primeiras rodadas, desempenho que provocou uma mudança de técnico, Mawejje diz que a equipe não se surpreende com a possibilidade de estar entre os vencedores dos dez grupos, que se enfrentam na fase final das eliminatórias regionais. "Disputamos todos os jogos acreditando que podemos ganhar", diz Mawajje. "Estamos na chave para vencer, e acreditamos que um dia vamos nos classificar para a Copa do Mundo."
Após um tumulto entre torcedores na rodada de abertura, a seleção senegalesa foi obrigada a mandar os seus jogos em campo neutro por um ano. Com isso, o confronto com Uganda será realizado em Marrakech, no Marrocos, e Mawejje considera uma grande vantagem não precisar jogar em Dacar. "As chances serão iguais para os dois lados pois eles não terão a própria torcida, que desempenha um papel importante para uma equipe", avalia.
Uganda nunca participou da Copa do Mundo da FIFA e faz 35 anos que o país disputou a Copa Africana de Nações pela última vez. Agora, em boa situação na corrida por um vaga no Brasil 2014, e com as fortes campanhas registradas nas eliminatórias para o Mundial de 2010 e para as duas últimas edições da principal competição continental, impera a sensação de que a equipe está prestes a fazer história. "Acho que a federação tem muito a ver com esse crescimento da seleção ugandense", explica Mawejje.
Começaram a investir mais na identificação de jovens talentos em escolas e clubes, e esses jogadores estão sendo formados em academias", acrescenta. "Foi isso que provocou uma mudança no futebol de Uganda, mas, para mantê-la, precisamos que o governo compareça com recursos. Acho que temos um futuro brilhante. Ficamos de fora das grandes competições durante muito tempo, mas agora estamos chegando cada vez mais perto e isso mostra que temos condições de competir pela classificação aos principais torneios. Se nos classificarmos para a fase decisiva das eliminatórias, isso mostrará a todos que Uganda tem talento."
Jogando no frio
Nascido em Masaka, na região central de Uganda, Mawejje iniciou a sua carreira numa equipe local antes de se transferir para o Kampala, da capital do país, em 2004. Em seguida, defendeu outros dois times da primeira divisão ugandense e, em 2009, assinou com o IBV, da Islândia. "O capitão da nossa seleção, Andrew Mwesigwa, estava sendo contratado pelo clube e convenceu o treinador da época a passar férias em Uganda", recorda o volante. "Aconteceu que tivemos um torneio regional, a Copa da CECAFA (Conselho das Federações de Futebol da África Central e Oriental, na sigla em inglês), e ele me descobriu defendendo a equipe nacional lá."
Nascido em Masaka, na região central de Uganda, Mawejje iniciou a sua carreira numa equipe local antes de se transferir para o Kampala, da capital do país, em 2004. Em seguida, defendeu outros dois times da primeira divisão ugandense e, em 2009, assinou com o IBV, da Islândia. "O capitão da nossa seleção, Andrew Mwesigwa, estava sendo contratado pelo clube e convenceu o treinador da época a passar férias em Uganda", recorda o volante. "Aconteceu que tivemos um torneio regional, a Copa da CECAFA (Conselho das Federações de Futebol da África Central e Oriental, na sigla em inglês), e ele me descobriu defendendo a equipe nacional lá."
Solteiro e longe dos familiares, os quais moram todos em Uganda, o meio-campista admite que não foi fácil se habituar à vida no norte da Europa. "É o primeiro mundo, e chegar da África foi difícil no começo", afirma. "Também era muito frio, mas agora me adaptei. Esta é a minha quinta temporada, e estou aqui há tanto tempo que me acostumei. Não é mais um choque. Ainda não falo islandês, mas entendo o idioma."
Recentemente, o IBV contratou outro atleta ugandense, Aziz Kemba, elevando para quatro o número de jogadores do país africano que já vestiram a camisa do time. "O clube acredita em nós porque damos o nosso melhor", comenta Mawajje. "Eles acreditam que os ugandenses podem fazer a diferença quando vêm para cá. Existe essa confiança em nós." Islândia é o ex-goleiro da seleção inglesa David James. "É algo muito importante para mim jogar ao lado do David", elogia. "É um cara muito experiente, que jogou na Europa e disputou o Campeonato Inglês. É uma pessoa com quem se aprende bastante coisa."
Assim como muitos jogadores africanos em atuação no futebol europeu, Mawejje sonha em defender um clube maior, numa liga de maior visibilidade. "Adoraria dar um passo adiante, e espero ter a chance de jogar por um grande clube", conta. "A Islândia é uma etapa a caminho de algo maior. Com o tempo, as chances são de que a oportunidade apareça." Antes disso, porém, o meio-campista está feliz em fazer o seu melhor pelo IBV e em tentar levar Uganda pela primeira vez à Copa do Mundo da FIFA.
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