quinta-feira, 15 de agosto de 2013

GIRO PELO BRASILEIRO PARTE 1

GRÊMIO X CRUZEIRO
O que significa ganhar do líder? No caso do Grêmio, muito mais do que três pontos. Na vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, gols de Werley, Barcos e Kleber - Nilton descontou -, na fria noite desta quarta-feira, o torcedor gremista ainda viu Dida defendendo pênalti e um time forte mesmo não sendo brilhante. O triunfo determinou o ingresso, ao menos temporário, no G-4 e as pazes com a torcida. A Raposa torce por tropeço do Botafogo para se manter na ponta do Brasileirão.

Será, então, com ânimos diferentes que as equipes irão à 15ª rodada. No sábado, às 21h, no Rio, o time gaúcho desafia o Vasco. No mesmo, mas às 18h30m, em Belo Horizonte, o mineiro recebe Vitória.Não foi uma grande atuação, é verdade, porém, deu um tempo nas vaias da última partida em casa – derrota para o Coritiba - e reconhecimento do público pela zona da Libertadores, graças ao empate do Corinthians com o Fluminense. O empenho, aliado à infantil expulsão de Souza, mostrou um time ainda em formação. Com um homem a menos, o Cruzeiro deixou de aproveitar o que até então era uma boa apresentação.
GOIÁS X FLAMENGO
Antes da partida, um dos duelos previstos era entre o artilheiro gordinho Walter, do Goiás, e o experiente zagueiro Chicão, que fazia sua estreia pelo Flamengo. O embate aconteceu dentro da área rubro-negra, mas também se projetou no placar. O artilheiro do Centro-Oeste deixou o seu no primeiro tempo, e o camisa 3 do time de Mano Menezes respondeu na etapa final na sua especialidade, a cobrança de falta. No final, 1 a 1 no Serra Dourada, para um público de 32.049 pagantes, com renda de R$ 769.400.
Walter chegou aos cinco gols no Campeonato Brasileiro e, embora tenha cansado no segundo tempo, mostrou mais uma vez que pode ser muito útil ao time esmeraldino, mesmo acima do peso. Tem 92kg, segundo o site do clube, embora aparente mais. Já Chicão tem o que comemorar na estreia: voltou a balançar a rede depois de mais de três anos. O seu último gol em cobrança de falta havia sido pelo Corinthians, em maio de 2010.
- Fico feliz não pelo gol, mas pelo desempenho de procurar ajudar ali. São quatro jogos sem perder, e no segundo tempo não demos chances para o Goiás e conseguimos empatar. É complicado jogar no domingo e na quarta, é difícil recuperar o atleta. E quem acaba perdendo é o torcedor, pois o nível acaba caindo - analisou Chicão, que não cometeu falta, nem roubou bola em sua estreia.
FLUMINENSE X CORINTHIANS
O novo Maracanã mal saiu do papel e já recebeu um dos piores jogos em sua fase moderna. A noite desta quarta-feira só teve de bom o próprio estádio, bem arrumado, digno de Copa do Mundo. Com um público pequeno (13.237 presentes, 10.558 pagantes), Fluminense e Corinthians não fizeram questão de provar que o confronto dos últimos dois campeões brasileiros poderia ter mais torcida, ainda mais diante da má fase tricolor, que viveu uma semana conturbada até com protesto de torcedores nas Laranjeiras após a péssima atuação no Fla-Flu. Um 0 a 0 pobre, arrastado, que não beneficia nenhuma das duas equipes neste Brasileirão.
Cheio de desfalques - nove no total -, o Flu fez o que pôde. Manteve a posse de bola na maior parte do tempo, criou as melhores chances, mas perdeu Gum na metade do segundo tempo, expulso. Aí, o empate virou lucro. A equipe de Vanderlei Luxemburgo chegou aos 15 pontos, apenas um acima da zona do rebaixamento, em 14º lugar. Sem Fred, Jean e Carlinhos, era o que dava para fazer.
- Tivemos chances claras de fazer o gol, o jogo estava bom, mas depois, com um a menos, era normal ter eles em cima. Estão todos de parabéns pela luta, pela entrega, e o placar foi justo pelo que as equipes fizeram em campo - avaliou Cavalieri, autor de uma defesa difícil na partida.

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