domingo, 11 de agosto de 2013

Giro pelo Brasileirão

FLA X FLU
Se o clássico tem o poder de tirar um time da crise e afundar o outro nela, a semana começará de forma tranquila na Gávea e mais tensa ainda nas Laranjeiras. No primeiro Fla-Flu do novo Maracanã, a equipe rubro-negra mostrou maior organização, mandou no jogo e, com direito a gol de letra de Hernane, venceu o apático Tricolor por 3 a 2, neste domingo, pela 13ª rodada do Brasileiro.
Enfrentar os rivais cariocas têm feito bem ao Flamengo no nacional. Foi o terceiro clássico do time, que venceu dois e empatou apenas um, mas esse com gosto de vitória, diante do Botafogo, nos acréscimos. O triunfo melhora não só o astral no clube e o time na tabela, que chega aos 17 pontos, mas dá sinais nítidas de evolução da equipe. Nesta tarde, o Rubro-Negro dominou o meio de campo e imprimiu enorme velocidade, encurralando o Fluminense. O estreante André Santos, atuando na meia, compôs bem o setor e distribuiu bem as jogadas, marcando o último gol do jogo. O tento, por sinal, poderia ter sido atribuído a Hernane, que chutou a bola praticamente junto.
- O André tentou, errou a passada, achei que não ia chutar mais, e eu preferi chutar. O gol é importante nessa hora, o importante é fazer o gol - explicou o lance o Brocador, que se destacou, marcou um gol de letra e deixou Elias livre para fazer outro.
Já o “estreante” do Fluminense não foi bem. Escalado pela primeira vez desde o início no lugar de Wagner, o jovem Eduardo esteve apagado em campo e foi mais notado ao levar caneta de Leo Moura no segundo gol rubro-negro. O Tricolor, com 14 pontos e perto do Z-4, voltou a apresentar enorme lentidão para levar a bola ao ataque, o que irritou seu torcedor. Dúvida até momentos antes do jogo, o goleiro Diego Cavalieri teve boa atuação e evitou uma derrota maior, no primeiro Fla-Flu de Luxemburgo dirigindo o Fluminense. Para piorar, o treinador coleciona desfalques para o duelo da próxima quarta-feira, contra o Corinthians, no Maracanã. Fred e Jean estarão na Seleção para amistoso com a Suíça e Carlinhos recebeu o terceiro amarelo.
CORINTHIANS X VITÓRIA
Nas camisas de muitos dos corintianos em campo no Pacaembu, os nomes dos pais. Em homenagem a eles e a outros tantos presentes entre os 25 mil pagantes no estádio, o Corinthians voltou a jogar bem, de forma segura, e venceu o Vitória por 2 a 0, na tarde deste domingo. Com gols de Ralf e Alexandre Pato, um em cada tempo, o Timão superou seu primeiro confronto direto na luta por uma vaga na Taça Libertadores do ano que vem.
O resultado levou a equipe de Tite aos 21 pontos, a apenas quatro do líder Cruzeiro, que empatou sem gols com o Santos. A série de dez pontos dos últimos 12 disputados satisfaz o técnico. Mais do que isso, a boa atuação diante de centenas de famílias que foram comemorar o Dia dos Pais no Pacaembu. E daqueles homenageados pelos jogadores nas camisas.
O Vitória de Caio Júnior estaciona na tabela, com 19 pontos. Com muitos desfalques no setor ofensivo, o artilheiro Maxi Biancucchi ficou isolado no ataque e mal conseguiu se livrar da defesa alvinegra. Fica de lição para os próximos jogos. O técnico da equipe baiana precisa de alternativas ao primo de Messi.
Na próxima rodada, o Corinthians vai ao Rio de Janeiro pegar o Fluminense, quarta-feira, às 21h50 (horário de Brasília), no Maracanã. Já o Vitória enfrenta a Ponte Preta, também na quarta, às 21h, no Barradão.
Primeiro tempo de alegria só para os pais corintianos
Os pais corintianos que foram com os filhos ao Pacaembu puderam se abraçar e comemorar logo aos quatro minutos de jogo. Elétrico desde o início, o Timão abriu o jogo com Romarinho e Emerson, confundiu a defesa do Vitória e lançou bolas na área. Numa delas, Cáceres afastou mal, e Ralf apareceu sozinho para soltar a bomba e contar com a colaboração de Wilson para abrir o placar: 1 a 0. Pouco íntimo do gol, o volante marcou apenas pela sexta vez com a camisa do Corinthians.
O problema é que, assim como no empate com o Santos, no meio da semana, a chama se apagou logo após o gol precoce. A partir daí, o Vitória tentou articular jogadas no meio-campo, mas ficou muito previsível sem a presença de Escudero, machucado. No ataque, Maxi Biancucchi não conseguiu sair do "bolo" formado por Ralf, Gil e Felipe.
CRUZEIRO X SANTOS
No reencontro de Montillo com a Raposa, sobraram vaias, mas faltaram gols. Cruzeiro e Santos fizeram uma partida de pouca inspiração e ficaram no 0 a 0, neste domingo, no Mineirão, em Belo Horizonte, pela 12ª rodada do Brasileirão. Em um jogo fraco tecnicamente, e com poucas chances de gol, não poderia haver placar mais adequado. No entanto, o resultado foi o suficiente para a Raposa se manter na liderança do Brasileirão. O Peixe empatou mais uma, e parece ter ficado satisfeito com o placar.

O Cruzeiro volta a campo na quarta-feira. Vai até Porto Alegre, onde encara o Grêmio, às 21h50m (de Brasília), na Arena do Grêmio. Já o Santos joga mais cedo, às 19h30m, contra o Vasco, na Vila Belmiro.Com o empate o Cruzeiro chegou aos 25 pontos, mesmo número que o Botafogo, que também empatou na rodada, no sábado. A Raposa segue à frente, por ter melhor saldo de gols. Sem o triunfo, o time de Marcelo Oliveira não só deixou de abrir frente na ponta, como também viu sua série de triunfos seguidos ser interrompida no Mineirão. Desde a reinauguração haviam sido 13 vitórias em 13 jogos. Já o Peixe, com duas partidas em atraso, chegou a 14 pontos. É o 14º colocado.
Gols, só em impedimento
O Santos começou melhor a partida. Montillo, vaiado pela torcida toda vez que pegava na bola, tinha uma marcação menos cerrada dentro de campo, e conseguia criar. Antes dos dez minutos, o Peixe chegou duas vezes. As duas pelo alto. Fábio defendeu em ambas, sendo que a primeira, numa finalização de Henrique, após cruzamento de Mena, da esquerda.
CORITIBA X VASCO
No sobe e desce do Campeonato Brasileiro, o Vasco ignorou o que tabela sugeria e superou o Coritiba por 1 a 0, neste domingo, no Couto Pereira. Com um gol de Pedro Ken, nascido na capital paranaense, aos quatro minutos de jogo, a equipe carioca conteve o mandante no restante da partida com um desempenho seguro, lhe impôs a primeira derrota em seus domínios na competição e, de quebra, voltou a sorrir após três rodadas sem avançar.
E teve mais: o Alviverde poderia ter deixado o fim de semana na liderança, caso fizesse o dever de casa, já que foi ajudado pelos resultados dos concorrentes, mas mostrou um futebol aquém de sua média recente, surpreendido pela postura do então 11º colocado, que salta para nono, com 18 pontos conquistados. O Coxa permanece em terceiro, com 23.
Os veteranos Alex e Juninho, astros da partida, tiveram participações opostos. Enquanto o vice-artilheiro do Brasileirão esteve apagado e foi substituído no intervalo por lesão, o vascaíno distribuiu bons passes e ajudou na marcação até onde aguentou - saiu perto do fim.
Agora, o time de Marquinhos Santos busca a recuperação na quarta-feira, às 21h, contra a Portuguesa, também em seu estádio. Já o Gigante da Colina visita o Santos, no mesmo dia, às 19h30m, na Vila Belmiro.
Logo que a bola rolou no gramado irregular do Couto Pereira quem deu as cartas foi o Vasco. Com espaço, o time carioca avançou a marcação e avisou que não se encolheria. Aos quatro minutos, saiu na frente com Pedro Ken, que aproveitou rebote após duas cabeçadas e uma bela defesa do goleiro Vanderlei. A vantagem deu ainda mais confiança ao Cruz-Maltino, que parecia um dos líderes da competição enfrentando um rival em má fase. Papéis invertidos.

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